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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Quando os treinamentos falham



Este artigo toma como base o artigo “Qual a missão do seu colaborador?” que publiquei em 2018 e trata da importância de implantar a andragogia nos treinamentos corporativos.

Os adultos com os quais trabalhamos nas empresas, aqueles que estão envolvidos com operações das mais variadas e criticidades diferentes têm, todos eles, reconhecido valor no resultado do negócio. Sabemos muito bem que não é balela dizer que o porteiro, a recepcionista, a “moça do cafezinho”, o auxiliar administrativo e o operador da produção, são tão importantes quanto os gerentes e diretores no propósito de atingir as metas predeterminadas de acordo com a Missão e a Visão da organização.

Isso porque, cada um deles é, realmente, uma peça importante na estrutura corporativa. Esta obviedade reconhecida há décadas tem de caminhar junto com o conceito de que, cada colaborador é uma unidade do conjunto, ao mesmo tempo em que é um ser único e independente; pelo menos para a andragogia.

Em outras palavras, existem na sua empresa hoje dezenas, centenas e, em alguns casos, milhares de Missões pessoais diferentes, Visões pessoais diferentes e Planos de Vida também! Cada colaborador com uma “bandeira” própria que, se em conformidade com a Missão, Visão e Planos da Organização terá uma postura. Caso contrário, outra.

O entendimento e a aceitação de tal complexidade facilita o desenvolvimento de planos de ação mais eficazes em todos os aspectos e, entre eles, o jeito de atuar em treinamentos corporativos, importantes para o negócio. Assim, pode ser de forma síncrona, pelos treinamentos presenciais; de maneira assíncrona na modalidade de treinamentos online ou híbridos, temos de saber trabalhar com metodologias mais efetivas que considerem o aprendizado do adulto dentro das empresas como fator crítico de negócio.

Um ponto em especial a ser levado em conta é a formação dos instrutores de treinamento, uma vez que, embora tecnicamente muito capacitados, muitos desconhecem as práticas de aprendizado e muitos mais desconhecem a andragogia. Tais profissionais devem ser capacitados para treinar, sensibilizar e capacitar os adultos em suas empresas, sejam eles aqueles do seu quadro ou aqueles contratados como palestrantes externos.

Entender esta questão e levá-la em conta ao promover os treinamentos corporativos pode fazer muita diferença...


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#andragogia #treinamento #
andragogiacorporativa

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Premissas erradas

 

Muitos treinamentos motivacionais voltados para os conceitos de Boas Práticas de Fabricação são elaborados em premissas que apenas dificultam o engajamento dos colaboradores no processo de implantação e de manutenção das BPF, bem como do processo melhoria contínua.

Uma de tais premissas é que, para os colaboradores, a razão das Boas Práticas e da Melhoria Contínua, aceita pelos técnicos da empresa, seus gerentes e diretores é suficiente para que todos – sem exceção – se motivem a trabalhar em conformidade com as normas. Aí, pode estar um dos motivos que provocam os fracassos em treinamentos corporativos. Para cada colaborador existe uma razão específica e, na maioria das vezes, ela não é a mesma razão do seu gerente...

Outra premissa é a de que os colaboradores do conhecido “chão de fábrica” podem sempre receber treinamentos exclusivamente desenhados e ministrados por pessoal interno, ao contrário de outras áreas da companhia que eventualmente recebem treinamentos com palestrantes externos (muitos deles extremamente capacitados e experientes) com material mais rico, e mais preparados para eventos de capacitação e de sensibilização. Junte as duas premissas, e veja o seu processo de treinamento começar a naufragar.

Em alguns casos, serão centenas de horas-homem/ ano dedicadas a treinamentos pouco eficazes.

Em outras palavras, quantas vezes você viu não conformidades se repetirem, mesmo que o assunto já tivesse sido tratado exaustivamente em treinamentos internos?

Em mais palavras, quantas vezes você assistiu auditores e inspetores externos evidenciarem falhas que não mais – em nenhuma hipótese – deveriam estar se repetindo porque foram exaustivamente discutidas em seus treinamentos?

Eventualmente, ou de forma periódica, a presença de instrutores externos pode fazer muito bem para o seu negócio; contribuindo para gerar mais conteúdo e mais qualidade para os seus treinamentos, apoiando sua equipe de treinamento com novos enfoques, ajudando a promover um ambiente sem desvios de qualidade e contribuindo para diminuir as não-conformidades em auditorias. 

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sexta-feira, 27 de junho de 2025

As enquetes nos treinamentos internos


As enquetes nos treinamentos internos

Os testes na forma de enquetes utilizando perguntas de respostas simples, como “sim” ou “não” ou em escalas de frequência, são ferramentas eficazes para treinamentos empresariais. Eles ajudam a despertar a reflexão, identificar percepções e ajustar estratégias de aprendizado. Seu formato direto facilita a participação de todos, promovendo engajamento sem exigir longas explicações.

Integrar esses testes ao brainstorming potencializa sua eficácia. No brainstorming tradicional, os participantes discutem abertamente suas percepções, enriquecendo o debate e promovendo soluções coletivas. Já no brainstorming silencioso, cada um registra suas ideias individualmente antes do compartilhamento, garantindo que todas as vozes sejam ouvidas, sem a influência de opiniões dominantes.

Ambas as abordagens permitem um ambiente mais democrático e criativo, tornando os treinamentos mais dinâmicos e produtivos. A combinação de testes simples e técnicas de brainstorming maximiza a troca de conhecimento, estimulando a inovação e melhorando o aprendizado corporativo.


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terça-feira, 27 de maio de 2025

Qual a missão do seu colaborador?


Qual a missão do seu colaborador?

Os adultos com os quais trabalhamos nas empresas, aqueles que estão envolvidos com operações das mais variadas e criticidades diferentes têm, todos eles, reconhecido valor no resultado do negócio. Sabemos muito bem que não é balela dizer que o porteiro, a recepcionista, a “moça do cafezinho”, o auxiliar administrativo e o operador da produção, são tão importantes quanto os gerentes e diretores no propósito de atingir as metas predeterminadas de acordo com a Missão e a Visão da organização.

Isto porque, cada um deles é, realmente, uma peça importante na estrutura corporativa. Esta obviedade reconhecida há décadas tem de caminhar junto com o conceito de que, cada colaborador é uma unidade do conjunto, ao mesmo tempo em que é um ser único e independente; pelo menos para a andragogia.

Em outras palavras, existem na sua empresa hoje dezenas, centenas e, em alguns casos, milhares de Missões diferentes, Visões diferentes e Planos de Vida também! Cada colaborador com uma “bandeira” própria que, se em conformidade com a Missão, Visão e Planos da Organização terá uma postura. Caso contrário, outra. 

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quarta-feira, 14 de maio de 2025

A Importância da Formação de Instrutores Internos em Andragogia

 

A Importância da Formação de Instrutores Internos em Andragogia

No ambiente corporativo, a capacitação dos colaboradores é essencial para garantir eficiência, produtividade e conformidade com os procedimentos internos. No Brasil, onde muitos trabalhadores enfrentam desafios devido à baixa qualidade da escolaridade, preparar instrutores internos com conhecimentos em andragogia se torna uma necessidade estratégica.

A andragogia, que é o estudo e aplicação de técnicas voltadas para o ensino de adultos, reconhece que o aprendizado nesse público difere do modelo tradicional utilizado na educação infantil e juvenil. Os adultos aprendem melhor quando têm autonomia, relacionam o conteúdo à sua experiência e entendem a aplicabilidade prática do conhecimento adquirido. Por isso, um instrutor interno preparado em teoria e práticas de andragogia pode adaptar a comunicação, tornar treinamentos mais dinâmicos e garantir que informações complexas sejam transmitidas de forma clara e acessível.

Além disso, ao utilizar metodologias que valorizam o aprendizado ativo, como estudos de caso, simulações e resolução de problemas práticos, os instrutores tornam o conteúdo mais envolvente e eficaz. Isso reduz falhas na execução de processos internos e melhora a retenção de conhecimento entre os colaboradores.

Investir na capacitação dos instrutores internos fortalece a cultura organizacional e promove um ambiente de aprendizado contínuo. Empresas que valorizam a formação de seus profissionais obtêm melhores resultados, reduzem erros operacionais e aumentam a satisfação dos colaboradores. Assim, a aplicação de conceitos de andragogia é um diferencial na construção de equipes mais preparadas, produtivas e alinhadas com os objetivos organizacionais.

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Atitudes e Exemplos



Publicado originalmente em 4 de março de 2012

Muitas vezes podemos constatar que os conceitos transmitidos através de políticas, de normas gerais e de procedimentos operacionais padrão não são refletidos na prática, apesar de todos os esforços. Isto independe até da tecnologia usada, e independe também das horas e dos recursos financeiros dedicados aos treinamentos.

Curioso é, quando analisamos a questão e procuramos buscar as possíveis causas deste tipo de problema, verificamos que o não cumprimento de tais diretrizes não fica restrito somente aos colaboradores do primeiro nível da escada hierárquica. Este não cumprimento é evidenciado em outros colaboradores até mesmo de níveis técnicos e, em alguns casos, colaboradores em nível de liderança. Quando isto acontece, fica ainda mais difícil ver os nossos procedimentos padrão serem refletidos na rotina, uma vez que os exemplos de posturas e atitudes são as mais poderosas ações de treinamento que acontecem em todos os momentos, todas as horas.

Assim, se, ao invés de usar a antecâmara exclusiva para a passagem de funcionários, o supervisor utiliza a antecâmara exclusiva para a passagem de materiais, este mesmo líder está “dizendo” que as recomendações e exigências escritas, aprovadas e passadas em treinamentos não têm nenhum valor. O colaborador adulto e maduro “lê” esta mensagem postural de forma clara... E fará a mesma coisa quando precisar passar de uma área para a outra. Da mesma forma, se este mesmo líder acredita poder adentrar em certos locais sem utilizar as máscaras descartáveis onde elas são exigidas, passa para seus subordinados que elas são de fato desnecessárias. Pior: quando diante da surpresa de uma visita se empenham em colocar, de imediato e atabalhoadamente, tais acessórios de higiene, eles transmitem a mensagem de que “só aos olhos de “estranhos”, como visitantes e inspetores, devem se mostrar cumpridores dos procedimentos”.

Para mudar este quadro é preciso mudar as atitudes.

Nossos técnicos e líderes, em todos os níveis ”treinam” os nossos colaboradores com suas posturas, com suas atitudes. Técnicos, analistas, líderes de linha, supervisores e coordenadores estão em todos os momentos “dizendo” o que fazer e como fazer, através de suas reações e de seus atos. Todos observam e leem suas mensagens não verbais como procedimentos reais.

Para este tipo de situação a questão da ATITUDE profissional deve ser exaustivamente trabalhada através de dinâmicas apropriadas no trato com adultos. A metodologia de treinamento, então, deve ser outra, a Andragogia Corporativa. Caso contrário, os treinamentos em procedimentos operacionais padrão continuarão ineficazes...


#andragogia #gestãodepessoas #liderança #aprendizado #motivação #atitude #andragogiacorporativa

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terça-feira, 13 de maio de 2025

O aprendizado de adultos se torna mais rico e efetivo quando é baseado em parábolas (Final)

  • A Parábola dos Cegos e o Elefante – De origem indiana, descreve como vários cegos tocam partes diferentes de um elefante e têm percepções distintas, ilustrando a subjetividade do conhecimento e da realidade..

Quais são os princípios do aprendizado de adultos que sustentam o emprego de parábolas.

O aprendizado de adultos, também conhecido como andragogia, possui princípios fundamentais que tornam o uso de parábolas uma estratégia altamente eficaz. Aqui estão os principais:

  1. Aprendizagem Experiencial – Adultos aprendem melhor quando conectam novos conceitos às suas experiências de vida. As parábolas facilitam essa conexão ao apresentar histórias que evocam situações e desafios comuns.
  2. Autonomia e Autodireção – Diferente das crianças, os adultos preferem ter autonomia no processo de aprendizado. As parábolas oferecem espaço para interpretações pessoais, permitindo que cada indivíduo extraia lições conforme sua própria visão e contexto.
  3. Motivação Intrínseca – Os adultos costumam buscar aprendizado por razões internas, como crescimento pessoal ou profissional. Uma parábola pode despertar emoções e gerar engajamento, tornando o processo de aprendizado mais envolvente.
  4. Aprendizado Relevante e Aplicável – Adultos tendem a valorizar informações que possam aplicar de maneira prática. As parábolas ensinam conceitos de maneira simbólica, facilitando a adaptação do conhecimento para diferentes áreas da vida.
  5. Necessidade de Reflexão e Significado – O aprendizado adulto envolve reflexão e interpretação. As parábolas incentivam o pensamento crítico e promovem a busca por significados mais profundos, reforçando a assimilação do conhecimento.
  6. Interatividade e Troca de Conhecimento – O aprendizado em adultos se fortalece por meio do diálogo e da troca de ideias. Parábolas geram debates ricos, permitindo que diferentes perspectivas sejam exploradas e integradas.

Ao alinhar-se com esses princípios, as parábolas tornam o ensino mais envolvente, significativo e duradouro.


(fim)


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#andragogia #parábola #treinamento #qualidade #boaspráticas #
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sexta-feira, 9 de maio de 2025

O aprendizado de adultos se torna mais rico e efetivo quando é baseado em parábolas (Parte 2)


Assim, o uso de parábolas na educação de adultos transforma o aprendizado em um processo dinâmico, envolvente e significativo, promovendo uma compreensão mais profunda e um impacto duradouro na forma como os indivíduos enxergam o mundo e suas próprias vidas.

Como posso incorporar parábolas em um aprendizado de adulto

Incorporar parábolas no aprendizado de adultos pode transformar o ensino em uma experiência mais envolvente, reflexiva e memorável. Aqui estão algumas estratégias eficazes para integrá-las:

  1. Contextualização e Aplicação Prática – Relacione a parábola com experiências reais vividas pelos participantes. Antes de contar a história, pergunte sobre desafios ou dilemas semelhantes que eles enfrentaram.
  2. Discussão Aberta e Interpretação – Após apresentar a parábola, incentive a interpretação coletiva. Peça aos participantes que compartilhem o que aprenderam e como a história se conecta com sua vida profissional ou pessoal.
  3. Resolução de Problemas – Utilize parábolas para ilustrar conceitos complexos e incentivar a solução criativa de problemas. Por exemplo, a parábola dos cegos e o elefante pode ser aplicada para discutir diferentes perspectivas em um projeto de trabalho.
  4. Jornada de Autoconhecimento – Escolha parábolas que levem à autorreflexão e ao desenvolvimento pessoal. A parábola da xícara cheia, por exemplo, pode ser usada para ensinar sobre a importância da mente aberta e do aprendizado contínuo.
  5. Atividades Práticas e Representação Teatral – Para tornar a experiência mais dinâmica, peça aos participantes que encenem a parábola ou criem novas histórias inspiradas nela.
  6. Uso em Treinamentos Profissionais – Empresas podem usar parábolas para abordar temas como liderança, trabalho em equipe e ética. A parábola do Bom Samaritano pode ser utilizada para ensinar sobre empatia e colaboração no ambiente corporativo.

Ao adotar essas estratégias, as parábolas se tornam ferramentas poderosas para promover um aprendizado profundo e significativo entre adultos. Qual delas você acha mais interessante para seu público?


(continua)


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A Parábola do Eu Não Sei

 

Na linha de pensamento de que o aprendizado de adultos se torna mais rico e efetivo quando é baseado em parábolas, eu apresento mais uma parábola

A Parábola do Eu Não Sei

Havia um auditor, experiente e sagaz, cuja jornada o levara por incontáveis corredores da indústria farmacêutica. Já havia liderado a produção, zelado pelo controle da qualidade e protegido a garantia do que era feito. Em uma de suas inspeções, ele encontrou uma cabine reluzente, onde repousava uma máquina moderna de compressão de comprimidos — uma obra de engenharia, repleta de painéis, luzes piscantes e botões misteriosos.

O auditor, admirando aquela maravilha tecnológica, decidiu testar o conhecimento da operadora encarregada de sua manipulação.

— Diga-me, para que serve este botão? — perguntou, quase como quem conversa sem intenção.

A operadora olhou, hesitou e respondeu:

— Não sei.

— E este outro? Qual a sua função?

— Também não sei.

Com um olhar curioso, ele apontou para o painel, onde uma curva ascendente brilhava na tela.

— O que esta curva representa?

A mulher baixou o olhar, respirou fundo e, com um misto de humildade e constrangimento, declarou:

— Doutor Carlos, eu só sei para que serve um único botão nesta máquina. O de “liga e desliga”.

 

O auditor ponderou em silêncio. A máquina, que valia dezenas de milhares de dólares, era operada por alguém que desconhecia suas capacidades reais. Ele, mais uma vez, constatou um fato: a tecnologia, por mais avançada que seja, pouco vale se não for acompanhada pelo conhecimento. Como um cavalo de pura raça dado a alguém que não sabe cavalgar, como um navio entregue a quem nunca navegou.

E assim, saiu dali não apenas com um relatório sobre equipamentos, mas com um pensamento profundo sobre o valor do aprendizado e a necessidade de preparar bem aqueles que são encarregados de gerar produtos seguros, a um baixo custo e riquezas para as empresas.

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Essa parábola transmite uma mensagem poderosa sobre a relação entre tecnologia e conhecimento. A máquina moderna e automatizada representa o avanço técnico, a capacidade de produção e a sofisticação da engenharia farmacêutica. No entanto, ela se torna quase inútil quando operada por alguém que desconhece sua funcionalidade completa. Esse contraste ressalta uma verdade fundamental: o progresso tecnológico só tem valor real quando acompanhado da capacitação humana.

O auditor, experiente e perspicaz, age como um símbolo da necessidade de questionamento e vigilância. Sua abordagem displicente não é apenas um teste casual, mas um método para revelar uma falha crítica: uma máquina caríssima, capaz de transformar matéria-prima em medicamentos que salvam vidas, está nas mãos de alguém que só conhece seu funcionamento básico. Isso levanta uma preocupação profunda sobre treinamento, qualificação e responsabilidade na indústria farmacêutica.

No final, a parábola não trata apenas da operadora ou da máquina, mas da importância de investir no conhecimento para garantir qualidade, eficiência e segurança na produção. Não basta ter ferramentas poderosas; é preciso garantir que aqueles que as utilizam estejam devidamente preparados para extrair seu máximo potencial. Isso serve de alerta para empresas, gestores e profissionais: a tecnologia não substitui o saber, e sem preparo adequado, até a máquina mais avançada pode ser reduzida a um simples botão de "liga e desliga".


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quinta-feira, 8 de maio de 2025

O aprendizado de adultos se torna mais rico e efetivo quando é baseado em parábolas (Parte 1)



O aprendizado de adultos se torna mais rico e efetivo quando é baseado em parábolas, pois essas histórias simbólicas estimulam a reflexão, tornam os conceitos abstratos mais acessíveis e favorecem a retenção do conhecimento. A experiência de vida dos adultos os torna aptos a interpretar metáforas de forma profunda, conectando as lições da parábola com sua própria trajetória e valores.

Uma das razões para a eficácia das parábolas é a sua capacidade de envolver emocionalmente o aprendiz. Quando uma ideia é transmitida por meio de uma narrativa, especialmente uma que desperta empatia ou identificação, sua mensagem se fixa na memória de maneira mais duradoura. Além disso, parábolas incentivam a interpretação pessoal e a construção ativa do conhecimento, permitindo que cada indivíduo extraia insights que fazem sentido para sua realidade.

Grandes mestres ao longo da história utilizaram parábolas para transmitir ensinamentos profundos. Jesus Cristo, por exemplo, usou histórias como a do filho pródigo e a do bom samaritano para comunicar valores como perdão e compaixão de forma impactante e acessível. Buda também recorria a parábolas para ilustrar conceitos do caminho espiritual, ajudando seus discípulos a compreender a natureza da mente e do sofrimento. Já Sócrates empregava analogias e relatos metafóricos para estimular o pensamento crítico e a busca pela verdade.

(continua)


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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Comentando a Parábola do Remédio Fraco


Comentando a Parábola do Remédio Fraco

A parábola do Remédio Fraco é a introdução do artigo “O aprendizado de adultos se torna mais rico e efetivo quando é baseado em parábolas”.

Essa parábola traz um poderoso ensinamento sobre ética, integridade e a responsabilidade profissional. O dilema de João representa um conflito muito comum no mundo corporativo: a escolha entre atender aos interesses de lideranças imediatas ou agir conforme princípios éticos que garantem o bem-estar das pessoas.

O significado central da parábola está na importância da ética como pilar fundamental para a confiança e credibilidade. João poderia ter seguido as ordens do supervisor, garantindo a continuidade da produção e evitando possíveis prejuízos financeiros, mas escolheu proteger os pacientes e a reputação da empresa, mesmo correndo o risco de enfrentar represálias. Sua decisão demonstrou que a verdadeira liderança é guiada por valores e não apenas por metas comerciais.

Além disso, a parábola ensina que um compromisso incompleto com a ética pode ser tão prejudicial quanto a completa ausência dela. Um "remédio fraco" simboliza ações que, embora não sejam completamente erradas, falham em cumprir seu propósito de maneira íntegra. A postura de João inspira mudanças positivas e mostra que agir corretamente pode impactar não apenas um indivíduo, mas toda uma organização.

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Qual a sua opinião sobre a parábola e o comentário?

Você acredita que a exposição e o debate da parábola podem enriquecer o aprendizado de adultos em dinâmicas sobre qualidade e ética?

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A Parábola do Remédio Fraco


A parábola a seguir é a introdução do artigo “O aprendizado de adultos se torna mais rico e efetivo quando é baseado em parábolas”

A Parábola do Remédio Fraco

de Carlos Santarem


João trabalhava em uma grande indústria farmacêutica e sempre teve orgulho de sua responsabilidade: garantir que cada medicamento fabricado fosse seguro e eficaz. Um dia, ao realizar a análise de um lote, constatou que o princípio ativo estava abaixo do recomendado. O remédio não teria o efeito esperado e poderia comprometer a saúde dos pacientes.

Ao relatar a situação ao supervisor Igor, ouviu uma resposta preocupante: — Precisamos entregar esse lote. O prejuízo de parar a produção será enorme. Avance com a fabricação.

João hesitou. Sabia que, tecnicamente, o medicamento ainda funcionaria, mas não com a força necessária. Quem o tomasse poderia não receber o tratamento adequado e, em alguns casos, a recuperação poderia ser comprometida.

Lembrou-se de um velho ensinamento de seu avô, um farmacêutico respeitado: — Um remédio incompleto pode ser pior que nenhum remédio. A ética está em cuidar do próximo como se fosse você mesmo.

Temeroso contra uma possível represália, mas decidido, João recusou a ordem. Explicou que sua responsabilidade ia além dos interesses do supervisor, das metas de venda e que a confiança dos pacientes era um bem que jamais deveria ser comprometido.

Apesar da pressão, sua coragem e determinação fizeram com que este evento chegasse ao conhecimento da gerência. No final, o lote foi corrigido, e a empresa adotou medidas para evitar falhas futuras.

Assim, João demonstrou que a ética, quando preservada, transforma não apenas um profissional, mas toda uma instituição.

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Qual a sua opinião sobre a parábola?

Você acredita que a sua exposição e debate pode enriquecer o aprendizado de adultos?


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terça-feira, 22 de abril de 2025

A arte de pescar e a andragogia

25/05/2020

A arte de motivar os adultos pode ser comparada ao exercício da pescaria. Quando nos referimos então aos treinamentos corporativos, esta pescaria pode ser medida pelo conteúdo da cesta do “pescador” após terminada sua tarefa. Estarão dentro da cesta, aqueles colaboradores entusiasmados e comprometidos a colocar em suas rotinas o que foi apresentado, discutido e experimentado nos treinamentos. Estarão fora da cesta, nadando no oceano, aqueles que não foram “fisgados” ...

Todo o pescador experiente sabe muito bem que para cada espécie de peixe ele terá de usar técnicas diferentes para obter sucesso; e o seu sucesso é sua cesta repleta. Assim, em alguns casos, terá de usar redes e em outros casos terá de usar caniços especiais com carretilhas, molinetes e iscas apropriadas.

Assim é o treinamento com adultos. Daí o fato de alguns treinamentos corporativos, embora bem elaborados, se mostrarem com resultados aquém das expectativas.

Investir em apenas uma ou duas técnicas de aprendizado, sem considerar todo o universo de possibilidades apenas fará com que a sua cesta tenha um número limitado de “peixes” e talvez, de uma ou duas espécies. Trabalhar com novas técnicas, utilizar outros tipos de “iscas”, junto com as técnicas já empregadas, poderá surpreender você com novas espécies capturadas e enchendo a sua cesta.

É hora de repensar nossas pescarias.


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quinta-feira, 17 de abril de 2025

O tempo de atenção de um adulto está mudando... (Parte 3)


As pesquisas sobre a Curva do Esquecimento indicam que, sem reforço, até 70% das informações aprendidas podem ser esquecidas em 24 horas. Para melhorar a retenção, algumas estratégias eficazes incluem:

Aprendizagem espaçada: Dividir o conteúdo em pequenas doses ao longo do tempo.

A aprendizagem espaçada é um método eficaz em treinamentos corporativos, pois distribui o conteúdo ao longo do tempo, reforçando o conhecimento em intervalos estratégicos. Isso melhora a retenção e reduz o esquecimento, permitindo que os profissionais absorvam informações de forma gradual e aplicável. Revisões periódicas e práticas interativas potencializam seus benefícios.

Repetição ativa: Uso de quizzes e autoavaliações para reforçar a memória.

A repetição ativa fortalece a retenção de conhecimento em treinamentos corporativos ao envolver os participantes na recuperação da informação, em vez de apenas revisá-la passivamente. Métodos como quizzes, discussões e resolução de problemas estimulam o cérebro a consolidar o aprendizado, aumentando a retenção e aplicação prática no ambiente de trabalho.

Storytelling e gamificação: Tornar o aprendizado mais envolvente e memorável.

Storytelling e gamificação tornam treinamentos corporativos mais envolventes ao transformar conteúdos complexos em narrativas cativantes e desafios interativos. Histórias despertam emoções, facilitando a memorização, enquanto jogos promovem engajamento e aprendizado ativo. Essa abordagem estimula a participação, melhora a retenção e torna o desenvolvimento profissional mais dinâmico e motivador.

Aplicação prática imediata: Incorporar o conhecimento ao dia a dia profissional.

A aplicação prática imediata em treinamentos corporativos acelera a absorção do conhecimento ao permitir que os participantes experimentem e utilizem conceitos aprendidos na prática. Simulações, estudos de caso e exercícios reais fortalecem a conexão entre teoria e execução, aumentando a retenção e preparando profissionais para desafios concretos do ambiente de trabalho.


(fim)


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quarta-feira, 16 de abril de 2025

O tempo de atenção de um adulto está mudando... (Parte 2)

Acontece que hoje novos entrantes se apresentam como colaboradores. Podemos identificá-los com o perfil de uma nova geração que passa a ocupar espaço nas operações e também em cargos de liderança. Tais colaboradores, de uma nova geração, pensam diferente? Tem interesses diferentes? O tempo de retenção de conteúdo para essa geração pode ser considerado o mesmo?

 

Frente a tais questões, temos de repensar nossos treinamentos e adequá-los a uma nova situação. Até para reter os valores!

 

Sabemos que gerações de indivíduos têm suas características próprias e até são nominadas por estudiosos. Não faltam nomes; “Baby Boom”, X, Y ou Z, entre outros. Cada uma delas, tem como referência o ano de nascimento da pessoa e, apesar dessa data não ser consenso em muitos trabalhos, nos dá uma ideia global do perfil de cada geração.

 

A “Geração Y”, que engloba os sujeitos nascidos por volta de 1990 tem atributos próprios. Novas tecnologias não a assustam, muito pelo contrário, e a busca por informação imediata e útil, é uma constante em sua rotina, além de outras características.

 

É exatamente focando nessa questão que proponho um repensar sobre o tempo de retenção do adulto, quando elaboramos, ou revisamos, treinamentos. Pode ser que não mais seja de 7 a 12 minutos, do meu ponto de vista. Pode ser que tenha caído vertiginosamente! Será? Eu estimo ciclos de 3 a 8 minutos.

 

Ainda não tenho respostas bem consolidadas, mas tenho feito treinamentos em grandes empresas utilizando essa nova forma de enxergar o aprendizado de adultos e as avaliações de reação têm se mostrado muito boas. Os resultados, em termos de fixação de conteúdo, têm sido positivos.

 

Enquanto isso, penso que temos de nos preparar para uma nova fase, uma vez que a “Geração Z” já chega às empresas com as suas expectativas e seu modo (diferente) de encarar a vida, o trabalho e o emprego.

 

Em outras palavras, bons treinamentos têm de ser preparados para audiências heterogêneas e levando em conta também os diferentes perfis das gerações.

(continua)

Acompanhe  Part 3/3

https://santaremqualidadeemconsultorias.blogspot.com/2025/04/o-tempo-de-atencao-de-um-adulto-esta_01985912815.html

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terça-feira, 15 de abril de 2025

O tempo de atenção de um adulto está mudando... (Parte 1)

Este artigo é construído sobre um artigo meu (“O tempo de atenção de um adulto”) e está também baseado em minhas observações a respeito de treinamentos corporativos. Assim, antes de qualquer coisa, não está carregado de embasamentos de cunho científico consagrado, mas impregnado, apenas, de uma experiência profissional de décadas em treinamentos de adulto, tanto em turmas de pós-graduação, como em eventos de capacitação realizados em empresas de vários segmentos.

 

Alguns estudiosos questionam sobre o tempo limite atual de concentração de um adulto em determinado tópico. Podem existir muitos números diferentes, mas, o mais importante, é a discussão em si deste tema e como podemos extrair dele os benefícios em treinamentos.

 

Mais importante ainda é esse assunto, quando os exercícios ocorrem dentro da empresa, em um cenário no qual as urgências chegam quase que a toda hora; os celulares enviam mensagens de textos para os participantes, tentando sequestrá-los dos treinamentos, em nome de assuntos críticos.


Alguns estudos dizem que o tempo médio de retenção de conteúdo para um adulto normal é de 7-12 minutos. Saber trabalhar com esse tempo, alternando as ferramentas de acordo com este “lead-time”, ao mesmo tempo em que estimulando o pensamento crítico e a discussão, pode permitir ao Instrutor elaborar treinamentos densos, dinâmicos, agradáveis e em cargas horárias mais reduzidas do que as habituais. Essa técnica está intimamente associada à metodologia andragógica.

(continua)

Acompanhe Parte 2/3

https://santaremqualidadeemconsultorias.blogspot.com/2025/04/o-tempo-de-atencao-de-um-adulto-esta_01932124860.html

Acompanhe  Part 3/3

https://santaremqualidadeemconsultorias.blogspot.com/2025/04/o-tempo-de-atencao-de-um-adulto-esta_01985912815.html

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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Treinamentos corporativos, melhores práticas e ferramentas

 

A metodologia andragógica é uma abordagem de ensino que se concentra nas necessidades e características dos aprendizes adultos. Para aplicar essa metodologia de forma eficaz, é importante conhecer as melhores práticas e ferramentas. Aqui estão algumas delas:

Melhores práticas:

- Aprendizado baseado em experiência: Os adultos aprendem melhor quando podem relacionar o conteúdo com suas experiências e conhecimentos prévios.

- Aprendizado autodirigido: Os adultos devem ter controle sobre o seu próprio aprendizado e poder escolher o ritmo e o conteúdo.

- Aprendizado colaborativo: O aprendizado em grupo e a colaboração são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos.

- Feedback e avaliação: O feedback e a avaliação devem ser construtivos e ajudar os aprendizes a melhorar.

 

Ferramentas:

- Estudos de caso: Os estudos de caso são uma forma eficaz de apresentar problemas reais e permitir que os aprendizes desenvolvam soluções.

- Simulações: As simulações permitem que os aprendizes pratiquem habilidades e conhecimentos em um ambiente seguro e controlado.

- Jogos de negócios: Os jogos de negócios são uma forma divertida e interativa de ensinar conceitos de negócios e gestão.

- Tecnologias de aprendizado online: As tecnologias de aprendizado online, como plataformas de aprendizado e recursos de multimídia, podem ser usadas para criar treinamentos personalizados e flexíveis.

Ao aplicar essas melhores práticas e ferramentas, é possível criar treinamentos que sejam mais eficazes e atraentes para os aprendizes adultos. Além disso, é fundamental lembrar que a metodologia andragógica é uma abordagem centrada no aprendiz, e que o papel do treinador é mais de facilitador do que de transmissor de conhecimento.

Você utiliza alguma delas em sua rotina de treinamento? Deixe sua impressão nos comentários!

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terça-feira, 8 de abril de 2025

Capacitando nossos instrutores internos


Treinar colaboradores é uma tarefa fundamental para o sucesso de qualquer empresa. No entanto, é igualmente importante que os próprios instrutores sejam capacitados para realizar essa função de forma eficaz. Isso porque os instrutores são responsáveis por transmitir conhecimentos e habilidades aos colaboradores, e se eles não estiverem preparados, podem acabar transmitindo informações erradas ou incompletas.

Para garantir que os instrutores estejam preparados para realizar sua função, as empresas devem investir em treinamentos específicos para eles. Um bom conteúdo programático para esse tipo de treinamento pode incluir:

  • Técnicas de comunicação eficaz: Os instrutores devem saber como se comunicar de forma clara e concisa com os colaboradores, para garantir que as informações sejam transmitidas de forma eficaz.
  • Métodos de ensino: Os instrutores devem conhecer diferentes métodos de ensino, como aulas teóricas, práticas e simulações, para adaptar o treinamento às necessidades dos colaboradores.
  • Metodologia andragógica: Os instrutores devem entender como os adultos aprendem e como aplicar essa metodologia para tornar o treinamento mais eficaz.
  • Desenvolvimento de habilidades: Os instrutores devem saber como ajudar os colaboradores a desenvolver habilidades específicas, como resolução de problemas e trabalho em equipe.
  • Avaliação e feedback: Os instrutores devem saber como avaliar o desempenho dos colaboradores e fornecer feedback construtivo para ajudá-los a melhorar.

A metodologia andragógica é fundamental para o treinamento de adultos, pois leva em conta as características e necessidades específicas dos aprendizes adultos. Compreender como os adultos aprendem e como aplicar essa metodologia pode ajudar os instrutores a criar treinamentos mais eficazes e personalizados. Com um treinamento adequado, os instrutores estarão preparados para ajudar os colaboradores a desenvolver as habilidades e conhecimentos necessários para o sucesso da empresa.

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