VLibras

...

WhatsApp

Pesquisar neste blog

Mostrando postagens com marcador boaspráticas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador boaspráticas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de junho de 2025

O que já aprendemos com a má-fé pela fraude (Final)


O segundo aprendizado: A inviolabilidade das embalagens

As cápsulas comuns permitem que bandidos possam abri-las, alterando o seu conteúdo! Daí uma evolução no mercado farmacêutico foi o desenvolvimento de cápsulas gelatinosas. As cápsulas gelatinosas, como sabemos, são formas farmacêuticas que não podem ser abertas a não ser por uma violação. Em outras palavras ficam inutilizadas.

No caminho dos cuidados, frascos, tubos e outras embalagens primárias foram recebendo, até mesmo por exigências legais, mecanismo de segurança, como lacres especiais que forçam o bandido a violar claramente a embalagem de uma forma irreversível. Mais ainda, os mecanismos de segurança se estenderam às embalagens secundárias como os cartuchos de medicamentos que também passaram a ter lacres especiais! Em outras palavras, embalagens com mecanismos de proteção contra a má-fé, por fraudes, diminuem sobremaneira as desgraças; embalagens vulneráveis aos bandidos, não.

O terceiro aprendizado: Não conseguiremos deter todos os bandidos

A maldade humana não pode ser subestimada e ela nunca será extirpada do nosso meio. Infelizmente, sempre haverá alguém, em algum lugar, engendrando como levar um veneno para o consumidor, através de nossos produtos.

Daí, quando falamos de boas práticas de fabricação, entendemos que tais práticas devam estar em um sistema da qualidade bem estruturado no qual o gerenciamento de risco vislumbre também as possíveis situações de má-fé.

Isto serve para medicamentos, alimentos e também para bebidas.

Afinal, se nós não pensarmos nisso, quem o fará?

 (fim)


*** ** ***

O tema é do seu interesse?
Navegue pelo site e veja mais sobre o tema.

*** *** ***
#qualidade #boaspráticas #crime #mafé


segunda-feira, 9 de junho de 2025

O que já aprendemos com a má-fé pela fraude (Parte 1)

O acesso fácil ao conteúdo

Existe, na história da indústria farmacêutica, uma infinidade de casos de má-fé que promoveram desgraças e até mortes de consumidores de medicamentos. O acesso fácil do bandido ao conteúdo das embalagens primárias, aquelas que entram em contato direto com o produto, permitiu, por exemplo, a troca de conteúdo e a inserção até mesmo de veneno em cápsulas de medicamento.

Um caso emblemático

Um caso que se tornou famoso é o “caso Tylenol”, ocorrido nos Estados Unidos na década de 80, quando um maníaco entrava nas farmácias, abria alguns cartuchos com cápsulas de Tylenol e substituía o conteúdo das cápsulas, antes com o medicamento, por veneno: o cianeto de potássio. Muitos consumidores morreram, entre eles uma menina em tenra idade.

Os indícios do crime

Análises químicas puderam comprovar que as embalagens contaminadas não mostravam uma contaminação do lote, mas uma contaminação restrita somente a algumas unidades componentes do lote. Indício de fraude (?).

O primeiro aprendizado: A verdade imediata e divulgada pela própria empresa

A Johnson & Johnson, a respeitada empresa farmacêutica fabricante do Tylenol, assumiu de imediato a responsabilidade de, através de seu presidente, manter o público a par de todos os passos da investigação, inclusive aqueles em conjunto com a polícia.

Os fatos chegavam ao público pelo presidente da companhia em declarações pela televisão americana, antes de qualquer notícia de jornal, as quais poderiam ser deturpadas.

Fácil foi a prisão do assassino, visto que seu raio de ação se restringia a uma limitada região nos arredores de Chicago. Preso o bandido, a companhia farmacêutica saiu do episódio com sua reputação mais fortalecida ainda.

(continua)

*** ** ***

O tema é do seu interesse?
Navegue pelo site e veja mais sobre o tema.

*** *** ***
#qualidade #boaspráticas #crime #mafé



sexta-feira, 23 de maio de 2025

O Novo Papel da Garantia da Qualidade diante da Robótica e Automação nas Fábricas (Parte 2)


Principais Mudanças na Garantia da Qualidade com a Automação

  1. Monitoramento em Tempo Real: Sensores e sistemas automatizados capturam dados instantaneamente, permitindo ajustes imediatos para evitar falhas.
  2. Análise Preditiva: Com uso de IA, é possível prever problemas antes que ocorram, minimizando riscos na linha de produção.
  3. Menos Inspeção Manual, Mais Inteligência: As auditorias manuais estão sendo substituídas por sistemas de monitoramento automático, exigindo que profissionais interpretem dados e otimizem processos.
  4. Integração com Sistemas de Gestão: A GQ agora está interligada a sistemas ERP e IoT para garantir um fluxo de informações integrado e eficiente.

Esse novo cenário impõe desafios à equipe de qualidade, que precisa se adaptar a novas tecnologias e repensar seu papel dentro das fábricas.

Desafios Relacionados aos Recursos Humanos e Qualificação Profissional

Embora a automação traga inúmeras vantagens para a indústria, sua implementação também destaca desafios significativos no que diz respeito à qualificação dos profissionais brasileiros.

1. Falta de Capacitação em Tecnologias Avançadas

Muitos trabalhadores da indústria ainda não possuem a formação necessária para operar e interpretar sistemas automatizados. A garantia da qualidade exige conhecimento em áreas como Big Data, Inteligência Artificial e Machine Learning, competências que ainda não são amplamente ensinadas em currículos tradicionais de formação técnica.

2. Defasagem nos Programas de Treinamento

As indústrias brasileiras muitas vezes enfrentam dificuldades em implementar treinamentos adequados para preparar sua força de trabalho. Muitas empresas não possuem programas contínuos de capacitação em novas tecnologias, resultando em um descompasso entre inovação e preparo profissional.

3. Resistência à Mudança e Adaptação

A transição para uma realidade mais automatizada pode encontrar resistência por parte dos profissionais que temem a substituição por máquinas ou se sentem inseguros diante das novas exigências. A cultura organizacional precisa ser trabalhada para garantir que a automação seja vista como aliada, e não como ameaça.

4. Desafios na Formação Técnica e Universitária

A educação técnica no Brasil ainda não incorporou totalmente a necessidade de habilidades voltadas para automação e digitalização. Cursos técnicos e universidades precisam reformular seus currículos para preparar melhor os profissionais para lidar com sistemas inteligentes na indústria.


 (continua)

*** ** ***

O tema é do seu interesse?

Navegue pelo site e veja mais sobre o tema.

Faça contato: (21) 985096130 - squalidade.santarem@gmail.com

*** *** ***

#robótica #automação #garantiadaqualidade #boaspráticas #bigdata #inteligência #machinelearning

 


Siga este Blog