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quarta-feira, 18 de março de 2026

Ética Como Pilar da Auditoria


Ética Como Pilar da Auditoria

A auditoria interna exige preparo constante, especialmente em ambientes onde normas e exigências mudam rapidamente. Em um "Mundo Fictício e Distante", auditores descobriram que relatórios de segurança eram manipulados para evitar penalidades. A prática era conhecida por líderes, mas ignorada. A descoberta só ocorreu porque os auditores tinham formação sólida e olhar crítico. Você já transitou por um  "Mundo Fictício e Distante" e soube de situações onde a ética foi colocada à prova? Compartilhe sua vivência. Eu, Carlos Santarem, reforço a importância dos treinamentos continuados e abordo esse tema em palestras e cursos dedicados. Carlos Santarem – (21) 985096130 https://santaremqualidadeemconsultorias.blogspot.com/

#auditoria #ética

quarta-feira, 16 de julho de 2025

* Quantos cliques vale a sua reputação? Papo de Bog



Originalmente publicado em 25 de agosto de 2018

Quando falamos de ética e integridade...

Existem empresas na Internet que oferecem seguidores. Assim, seguem você 1.000, 2.000 pessoas que nem sequer sabem o tema com o qual você trabalha e, muito menos, concordam com os seus conceitos. Muitas vezes, nem pessoas são; são robôs.

Acabei de receber uma “excelente” proposta para disparar o meu número de seguidores em meus blogs, páginas eletrônicas e outros ambientes como o Instagram. O número de seguidores eu mesmo escolheria!

Com um grande número de seguidores “fiéis” cria-se a impressão de que você é pessoa de reputação no meio e até mesmo formadora de opinião. Não pode ser o nosso caso. Devemos buscar não “cliques”, mas batidas. Isso mesmo, eu não quero cliques em um milhão, quero apenas as batidas do seu coração.

Apenas um? Não, apenas único.


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#ética #atitude #comportamento

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Eu preciso falar


O relato imediato de possíveis interferências na qualidade.

Relatando as interferências de forma voluntária

Um sistema da qualidade realmente efetivo deve estimular seus colaboradores a comunicar às suas chefias imediatas, quaisquer situações de risco que possam interferir adversamente nos produtos ou na imagem da empresa. Isto de maneira voluntária.

Poderosos alarmes

Os relatos voluntários de tais eventos funcionam como poderosos alarmes. Operações interrompidas, em momentos exatos, por colaboradores dedicados e cautelosos podem evitar eventos de real perigo ou de evidente risco futuro para os consumidores, por exemplo.

Testemunho

Eu mesmo, como responsável de uma área de produção de comprimidos em uma indústria farmacêutica fui pessoalmente beneficiado com uma postura proativa de um colaborador que interrompeu o processo e buscou alertar-me, de imediato, a respeito de um caso de desvio da qualidade. Na ocasião, ele apontava para uma barrica aberta contendo uma matéria-prima a ser usada em um de nossos lotes. Na barrica, o conjunto de etiquetas indicava um conteúdo com todas as informações imprescindíveis para o seu uso. “Olhe, não é ela!” me disse, enfaticamente, o manipulador.

Eu que já havia reparado que a barrica estava íntegra e devidamente identificada, olhei para aquele pó. A cor, a granulometria e outras características que pude verificar com o meu olhar não garantiam que o meu funcionário estava com razão. Por outro lado, os registros das etiquetas diziam que o conteúdo da barrica era exatamente a matéria-prima que solicitamos para a produção do medicamento.

“Olhe, não é ela!” repetiu meu colaborador com sua experiência de décadas em fabricação de medicamentos. Sem alongar este texto com toda a conversa que mantive com o funcionário, decidi desprezar as etiquetas, suspender a fabricação e solicitar a intervenção do laboratório de controle da qualidade.

O laboratório constatou que o conteúdo da barrica não era aquele indicado na etiqueta! As investigações concluíram com evidências objetivas que as etiquetas foram trocadas na Central de Pesagem!

Um alarme no momento exato, evitou perdas para a empresa e evitou possíveis dores de cabeça futuras para mim!

As pressões internas

Fato é que, infelizmente, em algumas empresas existe um abismo entre o mundo das aspirações (e até mesmo da regulação) e o mundo real, onde o ato de alarme e relato dos colaboradores não é bem visto, quando as interferências que podem afetar na qualidade dos produtos são provocadas por descaso, omissão e até mesmo ação indevida dos próprios supervisores. Isto, em nome de argumentos como, por exemplo, o atendimento a vendas, o aumento da produtividade e o bater das metas; isto em detrimento das questões da qualidade. Assim é em Marte, Saturno e Vênus...

Em situações assim, existe o medo de represálias provocadas pelas chefias as quais podem literalmente infernizar a vida do funcionário. Existe o medo até de demissão... E nós sabemos que pressões desse tipo podem calar as pessoas.

Cabe a pergunta: Como os colaboradores inconformados com decisões que podem colocar em risco a qualidade de um produto, a reputação da empresa ou até mesmo a saúde do consumidor podem alertar para o risco ou até mesmo para um evento não conforme, sem sofrerem com suas atitudes proativas?

Não são poucas as vezes que muitos colaboradores chegam até certos profissionais da empresa (como aqueles da área da qualidade), de uma forma discreta e com um comportamento de temor, para relatar situações desse tipo. Acontece em auditorias, em treinamentos e até mesmo em situações informais como almoços e intervalos para o café na empresa. Têm esse comportamento com o intuito de poder contar com parceiros de confiança para se tentar evitar o mal maior.

As práticas condenadas

Pudéssemos nós mergulhar em um “mundo de fantasias” e elucubrar casos, apenas para dar cores fortes a quadros desse tipo, poderíamos dizer que mensagens dos colaboradores podem chegar alertando para o fato de que a liderança não usa luvas ou máscaras descartáveis em lugares nos quais tais acessórios de higiene são exigidos; as lideranças falseiam relatórios analíticos ou que matérias-primas vencidas podem vir a ser usadas (e assim já estão destinadas para esse fim) em lotes futuros.

Cenário irreal? É pelo menos um parágrafo de literatura de ficção que nos estimula a refletir sobre a gama de possibilidades as quais podem criar cenários de alto risco para a imagem da empresa e para o bem-estar e à saúde do consumidor.

A história de possibilidades de riscos mostra uma série de posturas perigosas já constatadas em muitas empresas, dos mais variados segmentos. Aí, se agrupam as atitudes impróprias de suborno e corrupção, se agrupam aquelas posturas que violam as normativas técnicas, bem como aquelas que violam o Código de conduta, entre outras.

O modelo do “Speak Up”

A instituição do mecanismo de “speak up” pode ajudar as empresas a receber os relatos dos colaboradores, ao mesmo tempo em que pode assegurar a eles um ambiente seguro para tais comunicações, sem qualquer risco de represália. Muitas empresas no mundo já adotam o “speak up”, entre elas as indústrias farmacêuticas. No Brasil já existem algumas, inclusive farmacêuticas também.

Convenhamos que tal preocupação poderia ser considerada como desnecessária, caso os ambientes corporativos fossem literalmente impregnados por atitudes pautadas na ética e, ao mesmo tempo, em uma moral expressa à luz dos cuidados com os consumidores e com a reputação da companhia.

Assim seja!

Fato é que, enquanto os ambientes não forem plenamente favoráveis para as Boas Práticas, o “Speak Up” será imprescindível para as empresas que prezam suas imagens e seus clientes. Assim seja!


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#qualidade #atitude #speakup #comportamento #ética

segunda-feira, 7 de julho de 2025

A Justiça tem de ser desvendada


"As palavras têm força. Os atos valem mais que palavras. As palavras devem antecedê-los quando expressamos pensamentos, valores e compromissos. As palavras são os documentos formais das pessoas de bem; os atos são suas assinaturas"  - Carlos Santarem

O artigo a seguir é baseado em matéria de mesmo título e de minha autoria, publicada Revista Riopharma, Nº. 122, setembro/outubro 2015 na Coluna de Ética. Dedicada aos profissionais farmacêuticos ela é um chamamento aos profissionais à uma participação mais ativa no sentido de construirmos uma sociedade melhor. Uma sociedade mais justa.

Hoje mudei o foco, com o intuito de chamar todos os profissionais que atuam com vínculo empregatício e todos aqueles empreendedores. Então, onde se lia “Esta postura destemida de “tirar a venda de Têmis” se aplica sobremaneira à Farmácia e a seus profissionais...”, leia-se agora “Esta postura destemida de “tirar a venda de Têmis” se aplica sobremaneira a todos nós formadores de opinião, profissionais atuantes com vínculo empregatício e também aqueles empreendedores...”



A seguir, o texto:

A ética e a justiça estão intimamente associadas.

No entanto, na maioria das vezes, a segunda é incapaz de acompanhar a velocidade das mudanças que a sociedade imprime na primeira. Daí, sérias questões têm aflorado para muitas discussões em forma de alegoria: a lentidão e a ineficácia da Justiça estão no fato desta ser “vendada”?

Os “tropeços” evidentes da Justiça, que têm atormentado os homens e mulheres de bem, acontecem por causa das “vendas”, que a impedem de enxergar o que só ela não vê? A figura da justiça nasceu da imagem da deusa grega Têmis. Ela, filha de Urano e de Geia e irmã dos Titãs, é, segundo a mitologia, a deusa das leis e da justiça eterna. Há quem diga que a imagem que representa a justiça não é a da deusa Têmis, mas sim de outra divindade grega, Diké, filha de Têmis. Lembrar Diké como a figura da Justiça é, inclusive, uma posição de muitos juristas conceituados. A imagem de Diké também é apresentada com a espada e a balança.

Entre esse verdadeiro conflito de ideias, que nos leva por correntes diferentes, minha escolha recai sobre a figura de Têmis; até mesmo porque não é pequeno o número de juristas, historiadores e sábios que também a elegem como a Deusa da Justiça. Uma prova disso está evidenciada na página eletrônica do Supremo Tribunal Federal (www.stf.jus.br) onde consta de forma declarada que ela é “uma divindade grega por meio da qual a justiça é definida, no sentido moral, como o sentimento da verdade, da equidade e da humanidade, colocado acima das paixões humanas”. Certo é que nem Têmis ou sua filha Diké foram idealizadas como “deusas vendadas”.

Enganam-se aqueles que imaginam que a figura que representa a Justiça nasceu com vendas nos olhos. Colocar vendas na imagem de Têmis foi, segundo conta a história, uma ação de artistas alemães do século XVI. A intenção, na época, era a de reforçar a alegoria no sentido de que a justiça seria dada a todos de maneira igual e indiscriminada, sem quaisquer tipos de privilégios para pobres ou ricos, nobres ou plebeus. Assim é até os dias de hoje, quando vemos a imagem da Justiça vendada.

Apesar de entender a nobreza da ideia da venda nos olhos e reconhecendo-a como emblemática, não podemos desconsiderar o fato de que os indivíduos esclarecidos de nossa época há muito tempo gostariam de arrancar a venda dos olhos de Têmis, em um forte desagravo ao que está acontecendo no mundo inteiro quando falamos de Justiça. Há mesmo alguns artistas da atualidade que já retratam a deusa sem a venda ou com uma das mãos retirando-a do rosto. Existe um sem-número de cartunistas que brincam com a questão, e nos provocam a refletir entre legalidade, imoralidade e justiça. O assunto provoca muitas discussões. Alguns pensadores de hoje a preferem vendada.

“Em nome do meu cliente, o qual eu represento, afirmo que ele agiu exatamente dentro da legalidade vigente em nosso país. Seus atos, em nenhum momento contrariam nenhum artigo, nenhum parágrafo de qualquer lei”. Quantas vezes ouvimos isto?

Ao ouvir declarações deste tipo, a sensação reinante em grande parte da sociedade mundial é que está na hora de mudar de imagem. Tirar-lhe a venda que a impede de ver a realidade dos fatos e, assim, fazer Justiça. Isto porque ela - a sociedade - enxerga muito de imoral ser feito dentro das leis vigentes sem causar nenhuma penalidade para seus autores, exatamente porque bradam letras da lei. Assim, infelizmente, é feito aquilo que chamam de Justiça.

Aterrorizados, se contorcem de insatisfação e de terror muitos indivíduos que buscam não por uma sociedade de leis, mas por uma sociedade justa. Outro exemplo? O cidadão, em alguns países, recebe notícias através da mídia que seus legisladores fazem leis que apenas beneficiam os próprios legisladores que as criaram, deixando a conta para sociedade. Conta esta que é obrigação da qual o indivíduo não pode fugir, e tem de pagá-la, caso contrário, ele – o cidadão – será identificado como um “fora da lei”. E a Justiça? Aquela deusa sagrada destinada à proteção das pessoas não viu essa imoralidade?

“Que sua venda seja retirada!”; “Que ela passe a ver o que acontece a sua volta!”. “Que ela enxergue o sacrifício do cidadão, o qual é realizado a seus pés!”. Estas podem ser considerações até mesmo razoáveis nos dias de hoje. Reconheçamos, no entanto, que não é fácil. Os legisladores, em todo mundo, têm dificuldade em acompanhar as mudanças e transformá-las de imediato em novas leis à luz da nova moral; e, assim, criar ambientes onde se faça a Justiça. Nos dias de hoje, é uma tarefa inglória, porque as mudanças sociais acontecem em velocidades enormes.

Ser ágil na mudança das leis, no entanto, é indispensável para uma sociedade que almeja uma civilização melhor. E leis são importantes para a ordem e o progresso de qualquer país.

Como poderemos desvendar a figura da justiça fora das grandes obras de arte ou fora dos desenhos jocosos dos cartunistas? É possível?

Como poderemos fazer uma sociedade melhor, dentro da ética e da moralidade atual e que possua códigos e leis que as reflitam de pronto? É possível?

Sim, é possível. Possível, mas longe de ser fácil. Possível, mas que nos exigirá em muitos esforços. Possível, mas que nos obrigará a fazer todas as mudanças sem, em nenhum momento, desrespeitar as leis (arcaicas) vigentes e a ordem. Isto porque não podemos dissociar lei e Justiça. E a importância social das duas. Não só é possível como é nosso dever, como formadores de opinião que somos, quando identificamos a necessidade de alterar ou criar uma lei. Isto porque, vale lembrar, as leis, não são feitas por advogados, nem feitas para eles.

As leis são feitas por cidadãos que nos representam e para todos os cidadãos, incluindo-se aí os advogados, farmacêuticos, jornalistas, engenheiros, aposentados, enfim, todos nós. Provocar mudanças é nossa obrigação, principalmente quando somos conhecedores profundos do tema e quando somos, em grande parte, responsáveis pela saúde e pelo bem-estar da sociedade. A atitude de provocar alterações na legislação e de promover ambientes para a elaboração de novas leis, como um dever de todos, representa a ação de “desvendar a deusa” e fazê-la enxergar a sociedade atual, suas necessidades. Fazê-la usar sua balança e sua espada à luz da moralidade atual.

Esta postura destemida de “tirar a venda de Têmis” se aplica sobremaneira a todos nós formadores de opinião, profissionais atuantes com vínculo empregatício e também aqueles empreendedores. Sabemos que, para tal, não nos bastam a nossa ética, nossa moral, nosso código e nossas resoluções, embora de importância crítica, enquanto antigas leis deixam a coletividade desassistida.

Será inevitável atravessar o árduo caminho onde estão aqueles que dizem nos representar ao escrever as leis e, neste caminho, buscar a sensibilização deles e delas, no sentido de promover as mudanças que pretendemos como corretas. Em outras palavras, temos de “montar guarda e acampamentos” com nomes que efetivamente nos representam, bem armados com a ciência farmacêutica e de argumentos claros e contundentes que estejam vigilantes e atuantes junto aos parlamentares com pareceres e posicionamentos de peso. Temos de mostrar que sabemos medir a distância entre as palavras dos políticos e o que, efetivamente, suas atitudes nos revelam.

Temos de nos posicionar no campo político, valorizando aqueles legisladores que entendem as nossas razões e, ao mesmo tempo, promovendo a substituição de outros políticos cujos atos não atendam a ética farmacêutica. Isto através de várias ações; quando preciso for, através da única munição que eles temem: a expressão da opinião pública através do nosso voto.

Ver a Justiça alcançada por uma lei atualizada e compatível com a moralidade atual, criada à luz da ética vigente, não pode ser uma utopia. Há de ser uma realidade, se entendermos que sonhada, planejada e conduzida por todos nós... E aí Têmis se mostrará desvendada.

Carlos Santarem


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#ética #moral #justiça #lei #carreira

quinta-feira, 3 de julho de 2025

A Ética na Rede


Nossos códigos e leis nos deixam de maneira clara a obrigatoriedade de sermos éticos a qualquer hora e em qualquer lugar, se assim desejarmos conviver entre indivíduos da sociedade que aprovou tais códigos e leis. Outros indivíduos, componentes de outros grupos de sociedades diferentes da nossa, poderão viver éticas diferentes, ter códigos e leis que contrariem até mesmo a moralidade da sociedade a qual vivemos, mas terão tais sociedades, invariavelmente, duas coisas em comum: a cobrança da ética a qualquer hora e em qualquer lugar e a aplicação de penalidades quando se infringe seu código.  Mas podemos ter éticas diferentes? 

Sim, não só podemos como elas existem na sua essência; aí sim, dependendo do lugar ou do tempo. É sabido, por exemplo, que atualmente em determinadas regiões do nosso planeta, uma mulher pode ter - dentro da ética e da legalidade – mais de um marido. A recíproca também é verdadeira. Também sabemos que, até pouco tempo atrás, pelo código brasileiro estabelecido, se um casal de marido e mulher distraidamente se beijasse em uma praça pública estaria infringindo o código nacional (!!).

Quando tratamos de grupos e sociedades diferentes, podemos sim, enxergar éticas diferentes, moralidades diferentes, códigos diferentes, leis diferentes. Ao mesmo tempo, com esta certeza, é verdadeiro reconhecer que temos de respeitar a ética, a moralidade, o código e as leis do grupo que resolvemos participar e nos acolheu como um dos seus membros

Um simples exercício deixa isto muito claro. Queiramos ou não, é fato que as quadrilhas de bandidos e canalhas tem seus códigos bem estabelecidos e suas penalidades bem determinadas. Em outras palavras, nenhum grupo que se propõe ser organizado pode prescindir de ética, moral e leis...

Agora, nos tempos de hoje, temos de ser éticos, em qualquer hora, em qualquer lugar e em todos os “não lugares” nos quais estamos presentes, não fisicamente, mas apenas de maneira virtual! Em outras palavras, temos de nos expressar eticamente através das redes sociais que enviam nossas mensagens de maneira codificada. Assim, temos de cuidar de colocar nossas inserções de maneira correta à luz de nossos códigos.

Hoje vale uma reflexão sobre esta questão. O primeiro ponto é: em nenhum momento deixemos de nos expressar, colocar nossos pontos de vista, nossas ideias, visto que somos – todos nós - dotados de um conhecimento que pode e deve ser compartilhado, não para ser adotado como verdade absoluta, mas para ser compartilhado e dele, se assim for, ser extraído o melhor.

O segundo, fazê-lo com responsabilidade, uma vez que o verbo e a palavra podem ir mais longe e mais rápido do que uma bala. Verbo e palavras erradas causaram – e ainda causam -  um mal muito maior do que muita munição. Quantas vezes, uma caneta nas mãos do Mal, ao assinar um decreto, pode matar mais do que cem metralhadoras? Muitas vezes...

... Canetas existem indóceis por aí, pelo mundo, tentando descobrir novas maneiras de calar as redes sociais.

Ao cuidarmos de nossas comunicações nos “não lugares”, como assim são conhecidos os ambientes de rede sociais, temos de estar fundamentados não somente em verdades (até porque, para alguns, sempre existe mais de uma), mas em fatos. E contra fatos não há argumentos.

Quando nos referimos às inserções na rede, todo este cuidado em nada se diferencia com aquele do silvícola que utilizava sinais de fumaça para enviar suas mensagens através de códigos próprios para outros indivíduos distantes. Tinha ele de seguir a moral do seu grupo para enviar as mensagens. A diferença reside no fato de que, ao contrário dos sinais de fumaça, nossas mensagens pela rede têm uma velocidade maior, atingem um número infinitamente maior de indivíduos e, ao invés da fumaça, ficam registradas para sempre na rede, mesmo que muita gente ao “apagar” pense que não.

A ética na rede, no entanto, não se restringe ao que se insere, curte ou compartilha, mas também como o indivíduo se comporta dentro da rede. Este tópico, no entanto, é assunto para depois...


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#qualidadetotal #ética

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quinta-feira, 26 de junho de 2025

Ética, seus códigos e violações (Parte 2) – Papo de Blog

 

O setor farmacêutico possui regras rígidas para garantir a segurança e a eficácia dos produtos, mas há casos de violações éticas que podem gerar graves consequências. Aqui estão alguns exemplos:

  • Manipulação de resultados em pesquisas: Empresas que adulteram dados de estudos clínicos para obter aprovação de medicamentos comprometem a segurança dos pacientes.
  • Comercialização inadequada: A promoção de medicamentos para usos não autorizados pela agência reguladora pode enganar consumidores e profissionais de saúde.
  • Fixação de preços abusiva: Algumas companhias são acusadas de aumentar artificialmente os preços de medicamentos essenciais, dificultando o acesso a tratamentos.
  • Suborno e influência indevida: Pagamento de incentivos para médicos ou instituições recomendarem certos produtos pode distorcer decisões médicas.
  • Produção sem conformidade: Fabricar medicamentos sem seguir padrões de qualidade pode colocar vidas em risco.


Essas infrações podem ter consequências graves, incluindo danos à vida, à saúde e ao bem-estar dos consumidores, multas bilionárias e perda de credibilidade no setor. 

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sexta-feira, 20 de junho de 2025

O monumento da Galinha para a Ciência - Papo de Blog

 


Estamos a cometer um erro histórico, não por ignorância, mas talvez pelo descaso que, durante décadas, vem criando uma nuvem de fumaça sobre a importância que um determinado animal tem para a população do planeta.

A humanidade tem se prestado a criar monumentos para animais pelos serviços que lhe prestou; entre eles, o cão, o gato, o urso, o cavalo e as cobaias de laboratório.

Sociedades também oferecem homenagens a animais que emprestam a imagem de força, de poder, nobreza e ética às instituições e países. Nesse caso, podemos ver as águias e os leões em muitos portais de prédios de governo, conferindo uma autoridade que nem sempre se reflete em suas políticas, infelizmente.

Um animal, no entanto, fica ao largo de todos os reconhecimentos, se prestando a salvar vidas através do sacrifício e da morte de seus embriões, em nome da manutenção da humanidade.  Eu me refiro à galinha que durante séculos é o animal que tem nos permitido desenvolver as vacinas do passado e ainda as do presente, permitindo-nos vencer as pandemias.

Difícil mensurar, de maneira precisa, o número de milhões de embriões que foram e têm sido sacrificados para a produção de vacinas. Difícil mensurar o benefício que tal prática pode propiciar a homens, mulheres e crianças em todo o mundo. Certo é que, não fosse assim, muito provavelmente eu não estaria escrevendo esta matéria, nem você a lendo, pelo simples fato de que as pandemias, sem controle e sem vacinas, exterminariam a todos.

Para desespero daquelas pessoas conhecidas como veganos, até que possamos desenvolver novas vacinas sem os ovos da galinha (estamos a caminho e bem adiantados), temos de ainda conviver com tais métodos para o salvamento de vidas humanas.

Assim, fica aqui o meu registro! Façamos uma bela e linda estátua para a galinha e, se possível, coloquemo-la em lugar de destaque, de preferência no topo de um belo prédio público para passar a ideia do maior sacrifício pela ciência humana.

Em nome da verdade, devo deixar claro que existem, no Brasil, monumentos com a referida ave, mas referem-se à importância da avicultura, o que não é o foco da questão. A visão que proponho é a sua importância na ciência propriamente dita.

Vale dizer que no topo do prédio do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, nós podemos ver a belíssima e imponente águia. Vale dizer também que, em outros prédios, o mesmo ocorre com outros animais. Daí, vale dizer que ficaria ela, muito bem no topo do Castelo Fiocruz, não fosse pelo fato de a construção ter sido tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1981. Merecida e justa homenagem, mas impossível de fazê-la no topo do castelo.

Então, porque não em Brasília, em ambiente nobre do prédio do Ministério da Saúde?

Quem sabe, em uma bela praça e em destacado monumento?

Para os negacionistas, reforço que não existe em minhas letras e palavras nenhuma ironia quando meu texto destaca o papel desse animal; também não existe uma “brincadeirinha” para fazer a estatua da galinha e sim uma proposta séria feita por um profissional da saúde com décadas de exercício de profissão.

Sejamos nós, como brasileiros, os primeiros a erigir tal monumento em função das muitas vidas que essa prática pode salvar.

Diante de tantos outros animais, a galinha fez e faz muito mais. Temos de reconhecer.

Existe uma superstição que diz que acariciar os testículos da estátua do touro de Wall Street traz sorte, prosperidade e dinheiro na vida.

Existe a evidência científica de que as galinhas, com seus ovos, não só matam a fome como estão salvando vidas.

Eu particularmente, em primeiro lugar, prefiro as galinhas!

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quinta-feira, 19 de junho de 2025

Ética, seus códigos e violações (Parte 1) – Papo de Blog


Ética, seus códigos e violações (Parte 1) – Papo de Blog

Os códigos de ética e as leis existem para garantir que profissionais exerçam suas atividades dentro de parâmetros aceitáveis pela sociedade. Quando violados, as consequências podem ser severas. Profissionais técnicos, especialmente aqueles em áreas regulamentadas, estão sujeitos a normas que protegem a integridade da profissão e a segurança pública. O descumprimento pode resultar na perda de credenciais acadêmicas, empregos e até mesmo da liberdade, caso a infração seja considerada crime. Em sociedades mais rigorosas, sanções legais podem ser aplicadas de forma implacável, demonstrando a importância da responsabilidade profissional. Essa relação entre ética, legislação e consequências reforça o papel dos códigos de conduta na preservação da confiança pública. Portanto, seguir princípios éticos não é apenas uma obrigação legal, mas um compromisso com a sociedade e a profissão. Profissionais devem sempre estar atentos às diretrizes de suas áreas para evitar riscos e manter sua reputação intacta.

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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Comentando a Parábola do Remédio Fraco


Comentando a Parábola do Remédio Fraco

A parábola do Remédio Fraco é a introdução do artigo “O aprendizado de adultos se torna mais rico e efetivo quando é baseado em parábolas”.

Essa parábola traz um poderoso ensinamento sobre ética, integridade e a responsabilidade profissional. O dilema de João representa um conflito muito comum no mundo corporativo: a escolha entre atender aos interesses de lideranças imediatas ou agir conforme princípios éticos que garantem o bem-estar das pessoas.

O significado central da parábola está na importância da ética como pilar fundamental para a confiança e credibilidade. João poderia ter seguido as ordens do supervisor, garantindo a continuidade da produção e evitando possíveis prejuízos financeiros, mas escolheu proteger os pacientes e a reputação da empresa, mesmo correndo o risco de enfrentar represálias. Sua decisão demonstrou que a verdadeira liderança é guiada por valores e não apenas por metas comerciais.

Além disso, a parábola ensina que um compromisso incompleto com a ética pode ser tão prejudicial quanto a completa ausência dela. Um "remédio fraco" simboliza ações que, embora não sejam completamente erradas, falham em cumprir seu propósito de maneira íntegra. A postura de João inspira mudanças positivas e mostra que agir corretamente pode impactar não apenas um indivíduo, mas toda uma organização.

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Qual a sua opinião sobre a parábola e o comentário?

Você acredita que a exposição e o debate da parábola podem enriquecer o aprendizado de adultos em dinâmicas sobre qualidade e ética?

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O tema é do seu interesse?
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#andragogia #parábola #treinamento #qualidade #boaspráticas #
andragogiacorporativa

 

 


A Parábola do Remédio Fraco


A parábola a seguir é a introdução do artigo “O aprendizado de adultos se torna mais rico e efetivo quando é baseado em parábolas”

A Parábola do Remédio Fraco

de Carlos Santarem


João trabalhava em uma grande indústria farmacêutica e sempre teve orgulho de sua responsabilidade: garantir que cada medicamento fabricado fosse seguro e eficaz. Um dia, ao realizar a análise de um lote, constatou que o princípio ativo estava abaixo do recomendado. O remédio não teria o efeito esperado e poderia comprometer a saúde dos pacientes.

Ao relatar a situação ao supervisor Igor, ouviu uma resposta preocupante: — Precisamos entregar esse lote. O prejuízo de parar a produção será enorme. Avance com a fabricação.

João hesitou. Sabia que, tecnicamente, o medicamento ainda funcionaria, mas não com a força necessária. Quem o tomasse poderia não receber o tratamento adequado e, em alguns casos, a recuperação poderia ser comprometida.

Lembrou-se de um velho ensinamento de seu avô, um farmacêutico respeitado: — Um remédio incompleto pode ser pior que nenhum remédio. A ética está em cuidar do próximo como se fosse você mesmo.

Temeroso contra uma possível represália, mas decidido, João recusou a ordem. Explicou que sua responsabilidade ia além dos interesses do supervisor, das metas de venda e que a confiança dos pacientes era um bem que jamais deveria ser comprometido.

Apesar da pressão, sua coragem e determinação fizeram com que este evento chegasse ao conhecimento da gerência. No final, o lote foi corrigido, e a empresa adotou medidas para evitar falhas futuras.

Assim, João demonstrou que a ética, quando preservada, transforma não apenas um profissional, mas toda uma instituição.

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Qual a sua opinião sobre a parábola?

Você acredita que a sua exposição e debate pode enriquecer o aprendizado de adultos?


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segunda-feira, 21 de abril de 2025

A expressão da qualidade pode estar no lixo! (Parte 2)

 

Outro motivo é o descuido com os documentos que deveriam ser descartados de forma confidencial. Encontrar nas lixeiras folhas de papel ou partes de relatórios críticos que podem ser montados por terceiros, depois de retirados de uma lixeira, mostra como a empresa cuida de maneira errada de sua informação.


Não bastasse as duas razões já descritas até agora, existe o caso de descarte proposital de relatórios que contam verdades as quais os técnicos não querem que apareçam em seus relatórios.

 

Nos três casos, os auditores têm nas lixeiras um foco de não conformidades que pode rechear seus relatórios de auditorias causando constrangimentos para profissionais e cartas de advertência para empresas (na melhor das hipóteses). Difícil? Não.

 

Em maio de 2019, na Índia, inspetores do FDA acharam documentos rasgados em sacos de lixo que continham informações de estudo de estabilidade, folhas de testes analíticos, cálculos de análise e formulários de liberação. O inspetor conseguiu retirar alguns documentos da lixeira e descobriu que os dados indicavam resultados fora de especificação. Pior quando ele descobriu que, os resultados oficiais foram registrados como dentro da especificação!  O inspetor também encontrou formulários de estudo de estabilidade em branco que foram preparados, assinados e aprovados pela unidade de qualidade antes de os dados do teste serem registrados!

 

Experimentar a prática de abrir lixeiras e vasculhar os sacos de lixo em nossas autoinspeções é um exercício valioso e pode ser espantosa a história que você venha a descobrir. Que assim seja!

 

(Fim)


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sexta-feira, 18 de abril de 2025

A expressão da qualidade pode estar no lixo! (Parte 1)

 

A história da espionagem mostra casos curiosos de acesso a dados relevantes, extraídos de uma prática até certo ponto comum entre aqueles que buscam informações confidenciais de maneira imoral; isto em nome de interesses escusos, com o favorecimento ilícito de empresas concorrentes, organizações e até mesmo países inimigos. Esta prática é a atitude de vasculhar o conteúdo das lixeiras. É no interior das lixeiras que se encontram documentos confidenciais que são descartados sem os cuidados necessários.

 

Aí, os espiões se divertem com os incautos e obtém ganhos com os descuidados.

 

As histórias policiais também apresentam casos famosos de detetives que, ao vasculharem as lixeiras, se depararam com evidências objetivas de crimes de difícil solução. Como exemplo, a máscara de um assassino ou a sua faca, com suas impressões digitais colocando-se disponíveis como provas para aquele que se dispôs a abrir a tampa de uma lixeira!

 

Aí, os policiais ganham muitas de suas promoções e até mesmo notoriedade!

 

Não apenas no mundo da espionagem, nem no mundo policial, as lixeiras são o caminho para informações valiosas, muitas vezes confidenciais e outras tantas para tentar esconder desvios dos mais variados. O mundo das inspeções de ordem técnica e das auditorias também abraça lances peculiares de evidências de não conformidades que são constatadas com uma boa olhada nas lixeiras.

 

Veja, por exemplo, a data comemorativa de Dia dos Namorados! Em uma indústria de medicamentos ou qualquer outra regulada por exigências de Boas Práticas de Fabricação, tais como a de alimentos, bebidas e cosméticos, encontrar os restos de uma embalagem de bombom não é tão difícil como pode parecer, apesar das proibições declaradas, apesar dos procedimentos operacionais padrão e dos muitos treinamentos corporativos. Outras datas também contam. No Brasil temos uma data que estimula a doação de doces para crianças que os adultos também gostam, participam e aproveitam para sair de suas dietas. Encontrar caixas de doces vazias em uma área de embalagem de medicamentos nessas ocasiões também pode não ser tão difícil.

 

É por esta e outras razões que os auditores, como os espiões e os policiais buscam também nas lixeiras as verdades dos desvios.


(continua)


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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Encobrindo desvios da qualidade

 

A prática de encobrir desvios de qualidade, associada ao assédio moral para silenciar colaboradores, é uma questão grave que compromete a integridade organizacional e os padrões éticos. Este tipo de conduta enfraquece a confiança entre equipes, prejudica a cultura corporativa e pode gerar consequências negativas para a reputação e a sustentabilidade do negócio.


Primeiramente, é essencial estabelecer uma política de tolerância zero contra assédio moral e encobrimento de desvios. A empresa deve criar canais de denúncia seguros e anônimos para que os colaboradores possam reportar irregularidades sem medo de retaliação. Além disso, é importante implementar treinamentos regulares sobre ética, compliance e boas práticas de fabricação, reforçando que desvios devem ser corrigidos, não ocultados.


Líderes de linha precisam ser avaliados não apenas com base em resultados, mas também em comportamentos e adesão aos valores da organização. Programas de reconhecimento e recompensa podem destacar lideranças positivas, ao passo que condutas inadequadas devem ser abordadas de forma transparente e exemplar.


Ademais, a alta liderança deve demonstrar um compromisso claro com os valores da empresa, promovendo um ambiente de confiança e abertura. A cultura do medo deve ser substituída por uma cultura de aprendizado, onde os erros são oportunidades para melhorias e crescimento coletivo.


Por fim, um acompanhamento contínuo e auditorias internas podem assegurar a detecção e a correção tempestiva de possíveis desvios, consolidando um ambiente ético e saudável para todos.



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