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quinta-feira, 5 de junho de 2025

A definição informal de Desvio Reincidente




Os desvios da qualidade reincidentes, infelizmente, são “figurinhas comuns” e, por serem reincidentes, como assim diz seu “sobrenome” (reincidentes), são também indesejáveis. Então, para aqueles profissionais que lidam com a análise e tratamento de não conformidades, a definição mais informal e verdadeira de tais desvios pode ser: “Figurinhas comuns e indesejáveis”.

 

Essas “figurinhas” repetem-se com frequência, apesar de todas as maravilhosas teorias de busca pela causa raiz e de inúmeras ferramentas disponíveis e dedicadas para cada caso, como ferramentas cirúrgicas no emprego de discussão e resolução de problemas. Aí, temos mais uma visão informal, não técnica, mas extremamente real e aterrorizante de tais “figurinhas”. Como algumas bactérias, os desvios tratados por ações indevidas, durante o emprego das metodologias, estão ajudando a criar “figurinhas resistentes”. Isso mesmo, assim como as bactérias resistentes.

 

Com essa evidência, podemos aumentar nossa definição informal dizendo que desvios da qualidade reincidentes são “figurinhas comuns, indesejáveis e resistentes às metodologias usuais”.

 

Vale lembrar que nossa experiência nos mostra que a resistência de tais “figurinhas”, assim como das superbactérias, não se dá pelo remédio empregado. Dá-se, muitas vezes, por diagnósticos errados e/ou por tratamentos indevidos. Em outras palavras, depois de evidenciada uma não conformidade, com toda a academia que há para sanar o problema, com todas as ferramentas que existem para o melhor emprego, o diagnóstico da doença não é feito da forma correta e a forma de tratamento pode estar sendo conduzida de maneira indevida.

 

OPs! Se assim for verdade, podemos melhorar a nossa definição informal a respeito dos desvios reincidentes? Penso que sim.

 

Então, a nossa definição informal sobre desvios da qualidade reincidentes pode ser “figurinhas comuns, indesejáveis, resistentes às metodologias usuais e desenvolvidas por diagnósticos incorretos ou por formas de tratamento inadequadas”.

 

Evidente que este texto não se propõe a tratar da questão pela ótica da mais apurada técnica. Ele está mais para uma verdadeira catarse que faço, em função de já ter assistido esses “Super Desvios” provocando prejuízos e causando, inclusive, arranhões nas reputações de analistas e gerentes que, depois de terem assumido que acabaram com eles, os encontram três, seis meses depois, com a mesma força, criando perdas e retrabalhos; algumas vezes, por reclamações de consumidores e outras por registros de inspeções governamentais. Vá explicar isso para os acionistas!

 

Mais um passo em nossa definição? Vamos lá! 

Desvios da qualidade reincidentes são “figurinhas comuns, indesejáveis, resistentes às metodologias usuais, desenvolvidas por diagnósticos incorretos ou por formas de tratamento inadequadas que causam transtornos e podem acabar com a imagem de um profissional”

Se for isso, então devemos assumir uma posição de declarar guerra a essas figurinhas! Assim seja!

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#qualidade #desviodaqualidade #nãoconformidade


terça-feira, 20 de maio de 2025

#ChegadeRecall


Alguns segmentos de mercado atuam seriamente em operações de recolhimento voluntário de mercado, quando se constata uma não conformidade em seus produtos já disponibilizados para a venda e até mesmo já nas mãos de seus clientes e consumidores. Quando uma empresa faz um recall voluntário, a primeira projeção de sua imagem é de uma empresa séria em questão da qualidade. No entanto, quando muitos recolhimentos são realizados por uma empresa, outra projeção começa a aparecer e pode nos fazer imaginar que os cuidados com os aspectos da qualidade deixam a desejar.

A impressão que pode marcar a reputação de empresas assim é que o trato com as operações e com os controles de produção estão longe das boas práticas sendo mais importante colocar o produto nas prateleiras do que garantir sua qualidade.

Há quem diga que a frase “Até o momento não tivemos nenhuma notificação de nossos clientes”, na verdade soa como “até o momento não recebemos nenhuma notícia ruim causada pelo nosso produto” ou “até o momento, se alguém morreu não veio reclamar” e por aí podemos ir com frases que escolhi, não para brincar com um problema tão sério, nem para menosprezar o empenho das empresas, mas para reforçar que o recall não pode ser uma prática rotineira e assim ele está sendo em muitos segmentos. Refiro-me, principalmente, ao segmento automobilístico, mas sabemos que não é o único.

É evidente que, em alguns casos de recolhimento, o mal que pode causar danos ao consumidor não tinha como ser verificado na época da produção e da venda. Temos casos assim na história recente e atual da qualidade. Vemos isto, por exemplo, no segmento farmacêutico e o recolhimento, depois de novos estudos realizados por especialistas, é uma chance de evitar o mal maior.

Temos de investir nos estudos das operações nas quais nossos produtos estão envolvidos; temos de trabalhar muito a visão do contrafactual ainda (e não somente) na fase de desenvolvimento de produtos; temos de ter ambientes nos quais os nossos colaboradores possam alertar sobre os possíveis desvios sem medo de represálias de seus superiores, temos de capacitar equipes em análise e tratamento efetivo de não conformidades, entre outras tantas ações, antes que a próxima unidade do próximo lote chegue ao consumidor.

Em outras palavras, com todo respeito às medidas de recolhimento, chega de recall!

#qualidade #desviodaqualidade #recall #recolhimentodemercado

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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Os outros “M´s” na análise de causas

 

Originalmente publicado em 3 de maio de 2018

Existem muitas maneiras de analisar a ocorrência dos desvios da qualidade e buscar encontrar as causas raízes que provocaram tais desvios. Cuidar para evitar recorrências é atividade de rotina de muitos técnicos e analistas que usam uma infinidade de ferramentas da qualidade em estudos detalhados e criteriosos.

Atenção ao "Momento" no estudo da causa raiz

Um dos muitos pontos interessantes, que eu considero como crítico, no tratamento de desvios da qualidade é a variável tempo. Em outras palavras, além dos famosos 6M’s na análise dos problemas, coloco mais um “M” que merece atenção, em outra dimensão, e que deve ser levado em conta com os demais, a saber: Materiais, Máquinas, Métodos, Mão de Obra, Medidas e Meio. Este “M” é o “M” de "momento".

Analisar a hora, o dia e o mês da ocorrência, pode nos conduzir a certos horários críticos nos quais aumentam as possibilidades de desvios; e assim, estabelecer medidas preventivas eficazes. Isso, seguramente, ode evitar possíveis recorrências.

Evitando a "Má-fé" como causa raiz

Outro “M” nos leva a casos históricos de constrangimentos que colocaram empresas e suas marcas na mídia causando prejuízos e perdas.  Este “M” está dissimulado no braço do “M” da mão de obra e, muitas vezes, é imediata e erradamente pinçado como referência na busca da causa raiz.

Colocando em exemplo:

Em março de 2015, a presença de um parafuso dentro de um frasco de suspensão oral, provocou uma grande empresa farmacêutica a recolher de maneira voluntária todas as unidades do lote suspeito. A resposta de como o parafuso foi parar dentro do frasco foi um exercício obrigatório para os técnicos da companhia.

Poderiam existir muitos indícios. Causas possíveis? Várias. Afinal, um corpo estranho em frasco de medicamento é um erro que ocorre há décadas! Em outras palavras, a empresa não estava a protagonizar o primeiro caso de parafuso dentro da embalagem primária...

Empegando os 6 “M’s”, o “M” de máquina poderia ser o escolhido, quando por questões de ajuste, uma trepidação indesejada teria provocado a queda do parafuso. O “M” de método também poderia ficar bem cotado, quando por questões de “setup” ou de liberação de linha, o desvio teve oportunidade de ocorrer.

O “M” de mão-de-obra poderia ser forte candidato se houvesse indícios de falta de treinamentos específicos.

O perigo em análise e tratamento de desvios da qualidade deste tipo é trabalhar, de imediato, com as hipóteses não declaradas de “M’s” que ficam dependuradas no “M” da mão-de-obra. Uma delas, um desvio da qualidade “plantado” pelo “M” de “Má-fé”…

...Isso mesmo! "O parafuso foi colocado propositadamente por alguém com má-fé!".

Apesar de ser o pior dos “M’s” não deve ser considerado de imediato.

Uma análise mais apurada pode indicar que a causa raiz para a ocorrência de desvios assim pode estar no “M” do "Meio", uma vez que os ambientes de trabalho sem os devidos controles propiciam ações delituosas.  Em outras palavras, uma demissão não trata a causa raiz e a empresa continua vulnerável a outros ataques do mesmo tipo!

#qualidade #desviodaquallidade

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* A reincidência de desvios da qualidade - Papo de Blog

A reincidência de desvios da qualidade tem gerado impactos significativos, incluindo retrabalhos que aumentam os custos operacionais e prejuízos financeiros diretos. Além disso, esses problemas afetam negativamente a percepção pública da empresa, danificando sua imagem perante clientes e parceiros, o que pode ter efeitos duradouros na fidelidade e confiança. A reputação dos técnicos também é comprometida, uma vez que esses desvios podem ser interpretados como falhas de competência ou descuido profissional. Para mitigar tais riscos, é essencial implementar medidas rigorosas de controle de qualidade, revisões periódicas de processos e treinamentos contínuos para a equipe técnica.




#desvioddaqualidade #qualidade



 



quinta-feira, 15 de maio de 2025

O acaso não provoca desvios da qualidade; fatalidades não provocam tragédias - Papo de Blog



“O acaso não provoca desvios da qualidade; fatalidades não provocam tragédias. Causas raízes estarão sempre na falta de cuidado”

A frase destaca a responsabilidade humana na ocorrência de problemas, desvios da qualidade e tragédias, enfatizando que a ocorrência de eventos adversos não são meras fatalidades, mas consequências da falta dados ou da negligência. Erros de qualidade, falhas operacionais e acidentes podem ser evitados com análise de riscos, atenção aos detalhes e ações preventivas. Identificar e eliminar causas raízes exige planejamento, disciplina e compromisso com a excelência. A ideia reforça que a qualidade e a segurança não devem depender da sorte, mas de práticas conscientes e responsáveis. Quando há cuidado, riscos são minimizados e impactos negativos evitados. Assim, o acaso se torna irrelevante diante da prudência e da prevenção.

Nos negócios

Nos negócios, esse conceito enfatiza que o sucesso e a estabilidade não são acidentais; eles são o resultado de ação deliberada, planejamento e vigilância. As empresas que priorizam a gestão da qualidade, o gerenciamento de riscos e a solução proativa de problemas evitam erros dispendiosos e garantem resultados consistentes. Aqui estão algumas maneiras pelas quais isso se aplica em um ambiente corporativo:

  • Excelência operacional: as empresas devem implementar processos robustos, monitorar o desempenho e refinar continuamente as operações para evitar defeitos e ineficiências.

  • Gerenciamento de riscos: Identificar possíveis problemas antes que eles aumentem minimiza as interrupções e protege a estabilidade financeira.

  • Responsabilidade da liderança: Uma liderança forte promove uma cultura de responsabilidade, garantindo que os funcionários se apropriem de suas funções e mantenham altos padrões.

  • Satisfação do cliente: O serviço atencioso e a garantia de qualidade aumentam a reputação e a fidelidade à marca.

A aplicação dessa mentalidade transforma as empresas de reativas em proativas, tornando o sucesso um resultado calculado em vez de um golpe de sorte.

Na defesa civil

Na defesa civil, esse conceito reforça a importância da prevenção e da gestão de riscos para evitar tragédias. Catástrofes naturais e acidentes urbanos não ocorrem por mero acaso, mas muitas vezes resultam da falta de planejamento, infraestrutura inadequada e ausência de medidas preventivas. Algumas formas de aplicação incluem:

  • Monitoramento e antecipação de riscos: Sistemas de alerta precoce e análise de vulnerabilidades ajudam a mitigar desastres antes que ocorram.

  • Planejamento urbano consciente: Infraestruturas resilientes e zoneamento adequado reduzem impactos de enchentes, deslizamentos e outros eventos adversos.

  • Educação e conscientização: Treinamentos e campanhas orientam a população sobre medidas de segurança e resposta rápida.

  • Ação rápida e coordenada: Protocolos bem definidos garantem respostas eficientes em situações de emergência, minimizando danos e perdas humanas.

Ao aplicar esse princípio na defesa civil, garantimos que a segurança coletiva não dependa da sorte, mas sim da responsabilidade e do planejamento estratégico. 

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#qualidade #boaspráticas #desviosdaqualidade #riscos

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Riscos: vigiar e agir, este é o cuidado. - Papo de Blog


A frase que coloco para reflexão "Riscos podem nos conduzir às ameaças ou às oportunidades. Vigiar e agir, este é o cuidado" reflete uma realidade do desenvolvimento de produtos e dos processos operacionais. Inovar significa lidar com incertezas, seja na viabilidade técnica, na aceitação do mercado ou na eficiência produtiva. 

O risco pode revelar falhas e ameaças, mas também impulsionar descobertas e melhorias. A vigilância, por meio de análises criteriosas e testes rigorosos, permite antecipar desafios antes que se tornem problemas. Já a ação estratégica transforma riscos em oportunidades, seja otimizando processos, reduzindo custos ou explorando novas demandas. 

Empresas que adotam esse mindset conseguem acelerar seu desenvolvimento, minimizando perdas e maximizando o impacto positivo das mudanças. Gerenciar riscos com inteligência não é apenas evitar erros, mas transformar cada desafio em um trampolim para inovação e crescimento sustentável. Afinal, no competitivo cenário industrial, quem vigia e age constrói o futuro, enquanto quem hesita fica para trás.


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terça-feira, 6 de maio de 2025

Os apagões das cidades, os desvios da qualidade e o contrafactual

Os apagões em cidades são eventos críticos que afetam diretamente a qualidade de vida dos cidadãos, causando não apenas transtornos imediatos, mas também prejuízos econômicos e sociais a longo prazo. Esses eventos podem ser resultado de uma combinação de fatores, incluindo falhas na infraestrutura, problemas de manutenção, desastres naturais e, em alguns casos, ações criminosas como ataques hackers.


Impactos dos Apagões
Os apagões têm consequências severas para os cidadãos. Entre os principais danos estão:


1. Interrupção de Serviços Essenciais: Hospitais, sistemas de água e esgoto, e serviços de emergência são afetados, colocando vidas em risco.
2. Prejuízos Econômicos: A paralisação de atividades comerciais e industriais resulta em perdas financeiras significativas para empresas e trabalhadores.
3. Desconforto e Insegurança: A falta de iluminação pública aumenta a sensação de insegurança, e a interrupção de serviços básicos como transporte e comunicação agrava o desconforto.
4. Problemas de Saúde: A ausência de energia pode comprometer equipamentos médicos, afetar a refrigeração de alimentos e medicamentos, e aumentar o estresse, levando a problemas de saúde.


Exemplos Recentes de apagões

- Apagão no Brasil em 2023: Um grande apagão afetou várias regiões do Brasil, causando transtornos generalizados e revelando vulnerabilidades no sistema de energia do país.

- Apagão em Nova York em 2019: Um incêndio em uma subestação elétrica causou um apagão que afetou partes de Manhattan, impactando milhares de pessoas e empresas.

- Apagão na Europa (Portugal e Espanha, principalmente) em 2025: Causa raiz ainda não declarada pelas autoridades até a publicação deste artigo

Causas Possíveis

As causas dos apagões podem variar amplamente, incluindo:

1. Falhas na Infraestrutura: Equipamentos antigos ou malconservados podem falhar, causando interrupções no fornecimento de energia.

2. Desastres Naturais: Tempestades, furacões e outros eventos climáticos extremos podem danificar linhas de transmissão e subestações.

3. Ações Criminosas: Ataques hackers a sistemas de controle de energia podem causar apagões, explorando vulnerabilidades em sistemas de tecnologia da informação.

4. Sobrecarga do Sistema: Picos de demanda de energia podem sobrecarregar o sistema, levando a apagões.


Vulnerabilidade dos Sistemas de Energia

Os sistemas de energia são complexos e interconectados, tornando-os vulneráveis a uma variedade de ameaças. A dependência crescente de tecnologia avançada e a integração de fontes de energia renovável aumentam a complexidade e os riscos potenciais. A falta de investimentos adequados em manutenção e modernização da infraestrutura também contribui para a vulnerabilidade desses sistemas.

Importância dos Estudos Contrafactuais

O termo "contrafactual" refere-se à análise de cenários hipotéticos que não ocorreram, mas que poderiam ter ocorrido sob diferentes condições. No contexto dos sistemas de energia e qualidade de produtos e serviços, os estudos contrafactuais são cruciais para entender o que poderia ter acontecido se diferentes decisões ou condições estivessem presentes. Esses estudos ajudam a:

1. Identificar Vulnerabilidades: Ao analisar cenários hipotéticos, é possível identificar vulnerabilidades que não são imediatamente aparentes.

2. Melhorar a Resiliência: Compreender os possíveis impactos de diferentes cenários permite desenvolver estratégias para aumentar a resiliência dos sistemas.

3. Tomar Decisões Informadas: A análise contrafactual fornece insights valiosos para a tomada de decisões, ajudando a evitar problemas futuros.

Aplicação em Desvios da Qualidade

Os estudos contrafactuais não se limitam a sistemas de energia, sendo igualmente importantes para qualquer desvio da qualidade em produtos e serviços. Ao analisar o que poderia ter acontecido se diferentes práticas ou decisões tivessem sido adotadas, as organizações podem aprender com os erros e melhorar continuamente.

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Sem o cuidado adequado na análise de riscos, desenvolvimento de infraestrutura resiliente e implementação de estratégias eficazes para lidar com desvios da qualidade, corremos o risco de enfrentar um caos generalizado. Os apagões e problemas de qualidade não são apenas questões técnicas, mas também têm profundas implicações sociais e econômicas. Portanto, investir em estudos contrafactuais e na melhoria contínua dos sistemas é essencial para garantir a segurança, confiabilidade e eficiência dos serviços essenciais nas cidades.

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#desviodaqualidade #qualidade #contrafactual


segunda-feira, 21 de abril de 2025

A expressão da qualidade pode estar no lixo! (Parte 2)

 

Outro motivo é o descuido com os documentos que deveriam ser descartados de forma confidencial. Encontrar nas lixeiras folhas de papel ou partes de relatórios críticos que podem ser montados por terceiros, depois de retirados de uma lixeira, mostra como a empresa cuida de maneira errada de sua informação.


Não bastasse as duas razões já descritas até agora, existe o caso de descarte proposital de relatórios que contam verdades as quais os técnicos não querem que apareçam em seus relatórios.

 

Nos três casos, os auditores têm nas lixeiras um foco de não conformidades que pode rechear seus relatórios de auditorias causando constrangimentos para profissionais e cartas de advertência para empresas (na melhor das hipóteses). Difícil? Não.

 

Em maio de 2019, na Índia, inspetores do FDA acharam documentos rasgados em sacos de lixo que continham informações de estudo de estabilidade, folhas de testes analíticos, cálculos de análise e formulários de liberação. O inspetor conseguiu retirar alguns documentos da lixeira e descobriu que os dados indicavam resultados fora de especificação. Pior quando ele descobriu que, os resultados oficiais foram registrados como dentro da especificação!  O inspetor também encontrou formulários de estudo de estabilidade em branco que foram preparados, assinados e aprovados pela unidade de qualidade antes de os dados do teste serem registrados!

 

Experimentar a prática de abrir lixeiras e vasculhar os sacos de lixo em nossas autoinspeções é um exercício valioso e pode ser espantosa a história que você venha a descobrir. Que assim seja!

 

(Fim)


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#desviodaqualidade #boaspráticas #auditorias #documentaçãotécnica #ética

sexta-feira, 18 de abril de 2025

A expressão da qualidade pode estar no lixo! (Parte 1)

 

A história da espionagem mostra casos curiosos de acesso a dados relevantes, extraídos de uma prática até certo ponto comum entre aqueles que buscam informações confidenciais de maneira imoral; isto em nome de interesses escusos, com o favorecimento ilícito de empresas concorrentes, organizações e até mesmo países inimigos. Esta prática é a atitude de vasculhar o conteúdo das lixeiras. É no interior das lixeiras que se encontram documentos confidenciais que são descartados sem os cuidados necessários.

 

Aí, os espiões se divertem com os incautos e obtém ganhos com os descuidados.

 

As histórias policiais também apresentam casos famosos de detetives que, ao vasculharem as lixeiras, se depararam com evidências objetivas de crimes de difícil solução. Como exemplo, a máscara de um assassino ou a sua faca, com suas impressões digitais colocando-se disponíveis como provas para aquele que se dispôs a abrir a tampa de uma lixeira!

 

Aí, os policiais ganham muitas de suas promoções e até mesmo notoriedade!

 

Não apenas no mundo da espionagem, nem no mundo policial, as lixeiras são o caminho para informações valiosas, muitas vezes confidenciais e outras tantas para tentar esconder desvios dos mais variados. O mundo das inspeções de ordem técnica e das auditorias também abraça lances peculiares de evidências de não conformidades que são constatadas com uma boa olhada nas lixeiras.

 

Veja, por exemplo, a data comemorativa de Dia dos Namorados! Em uma indústria de medicamentos ou qualquer outra regulada por exigências de Boas Práticas de Fabricação, tais como a de alimentos, bebidas e cosméticos, encontrar os restos de uma embalagem de bombom não é tão difícil como pode parecer, apesar das proibições declaradas, apesar dos procedimentos operacionais padrão e dos muitos treinamentos corporativos. Outras datas também contam. No Brasil temos uma data que estimula a doação de doces para crianças que os adultos também gostam, participam e aproveitam para sair de suas dietas. Encontrar caixas de doces vazias em uma área de embalagem de medicamentos nessas ocasiões também pode não ser tão difícil.

 

É por esta e outras razões que os auditores, como os espiões e os policiais buscam também nas lixeiras as verdades dos desvios.


(continua)


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#desviodaqualidade #boaspráticas #auditorias #documentaçãotécnica #ética

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Encobrindo desvios da qualidade

 

A prática de encobrir desvios de qualidade, associada ao assédio moral para silenciar colaboradores, é uma questão grave que compromete a integridade organizacional e os padrões éticos. Este tipo de conduta enfraquece a confiança entre equipes, prejudica a cultura corporativa e pode gerar consequências negativas para a reputação e a sustentabilidade do negócio.


Primeiramente, é essencial estabelecer uma política de tolerância zero contra assédio moral e encobrimento de desvios. A empresa deve criar canais de denúncia seguros e anônimos para que os colaboradores possam reportar irregularidades sem medo de retaliação. Além disso, é importante implementar treinamentos regulares sobre ética, compliance e boas práticas de fabricação, reforçando que desvios devem ser corrigidos, não ocultados.


Líderes de linha precisam ser avaliados não apenas com base em resultados, mas também em comportamentos e adesão aos valores da organização. Programas de reconhecimento e recompensa podem destacar lideranças positivas, ao passo que condutas inadequadas devem ser abordadas de forma transparente e exemplar.


Ademais, a alta liderança deve demonstrar um compromisso claro com os valores da empresa, promovendo um ambiente de confiança e abertura. A cultura do medo deve ser substituída por uma cultura de aprendizado, onde os erros são oportunidades para melhorias e crescimento coletivo.


Por fim, um acompanhamento contínuo e auditorias internas podem assegurar a detecção e a correção tempestiva de possíveis desvios, consolidando um ambiente ético e saudável para todos.



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#desviodaqualidade #gestãode pessoas #ética #boaspráticas


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